George,
Estou preocupado com seu trabalho, pois somente enviou 18 páginas do mesmo.
Ao começar a ler percebi que a construção está totalmente equivocada, pois você está fazendo um texto criticando as academias pela não formação na área typográfica. o que não é objeto de estudo do trabalho, falta muita citação para referendar o que está colocando, ficando parecendo construção sua e muito do texto está pessoal e deve ser impessoal.
Nesta condição aviso que o trabalho enviado e que só foi visto neste último envio não está apto para ir a Banca.
O mesmo não está finalizado e não tem concistência para ser avaliado em uma banca.
Na segunda estarei passando para a coordenação tomar as providências necessárias sobre o caso.
Atenciosamente,
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Prof. Alexandre Chagas
Após o recebimento desse email, encerro a minha tentativa de monografia. Foram meses de pressão, cobrança e de saúde debilitada (tanto a saúde física como a mental), nos quais fui prejudicado pela péssima composição do calendário acadêmico. Mas, assim como em um campeonato onde todos os times assinam o regulamento antes do inicio, eu concordei com as regras. Sendo assim, fica aqui apenas o registro do erro por parte da universidade.
Quem assina e não lê, acaba perdendo voz na hora de reclamar, ainda que a reclamação seja justa. E esse foi o meu caso. Outros alunos, em menor grau, foram prejudicados. Mas, caberá a cada um deles utilizar-se das vias corretas para tratar do assunto.
Fui prejudicado na indicação do orientador-substituto, indicação essa, realizada em consenso entre a Assessoria Acadêmica do Curso e o orientador inicial. O processo se deu durante a festa de carnaval. Aliás, outra questão a ser levantada: as orientações começaram no dia 20 de fevereiro. E o anúncio da impossibilidade do orientador inicial só se deu no dia 3 de março, em pleno dia de orientação (falarei mais a frente sobre a minha péssima escolha do dia).
Daí, eu já parti com uma orientação a menos, já que teria de entrar em contato com o novo orientador. Acertados os tramites, acertei uma conversa para apresentar sobre o que trataria o projeto na terça seguinte. Ou seja, menos um dia de orientação. Em seguida, veio o feriado local de 17 de março ( fundação da cidade) e a primeira orientação saiu no dia 24. Pra quem não é bom de conta, 34 dias após o inicio das orientações.
O que me deixa realmente indignado não é a troca do orientador. Mas a falta de um comunicado oficial, por parte da coordenação. E de preferência, na quinta ou sexta após a folia de Momo. Tudo bem: de Gaulle já dizia que não somos um país sério. E não o somos mesmo. Pelo visto, o curso resolveu entrar na folia e não se lembrou de enviar um comunicado pedindo o pronto comparecimento na instituição, para escolha de um novo orientador.
Aliás, tenho de fazer um mea culpa: recebi uma informação "em off", que haveria troca de orientadores, na sexta-feira anterior a minha ida para a universidade. Mas, como a fonte não era oficial, desconsiderei a informação, por achar que a universidade cumpriria com o que foi acertado em reunião anterior, semanas antes do fato. Além do mais, preferi esperar que fosse enviado um comunicado, por parte da coordenação do curso, que emitisse a posição oficial da entidade.
Mas o comunicado não chegou.
Agora, vamos a minha parte no processo. Primeira falha: confiar em excesso na coordenação do curso. Falha elementar para todo o desenrolar do problema, que acabou por anular todas as possibilidades de reclamação e de demais ações complementares no decorrer do semestre. Ao confiar, pus em xeque, as minhas possibilidades de exigir o cumprimento integral do que foi acertado na segunda reunião de orientação geral, no mês de fevereiro.
Segunda falha: Não ter entregado o pré-projeto em janeiro, como fizeram alguns alunos, aos seus possíveis orientadores. Nesse caso, os tais alunos, acabaram se beneficiando dessa medida preventiva louvável, e assim, salvaram seus projetos de um calendário tresloucado, que "dava uma mão e arrancava os dois pés".
Terceira falha: Não ter cobrado um orientador-substituto com alguma noção do assunto. Simples: a universidade me envia um especialista em marketing e varejo. Eu tenho um projeto que fala de tipografia. Qual a medida a ser tomada? Temos duas opções: recusar apresentar o projeto (do qual eu me arrependo profundamente de não a ter tomado) ou só iniciar o projeto com um orientador com o mínimo de noção sobre o assunto que eu estava abordando. Não tomei nenhuma das duas e aqui estamos.
Quarta falha: Não ter documentado todo o erro no processo de seleção do novo orientador. E pior: no desespero, ter aceitado o que me foi oferecido. Em um projeto que pode decidir sua vida profissional, nunca se deve aceitar a primeira proposta, ainda que pareça a única.
Pra começar a finalização do texto, vamos às condicionais não-previstas que atrapalharam o processo:
Em primeiro lugar, a série de alergias no mês de março. Algumas coçavam tanto que, em alguns pontos, a pele ficou em carne-viva. Em seqüência, vieram as duas crises nervosas e o inicio do surgimento de abscessos e furúnculos nos meses de abril e maio. E com a suspensão do plano de saúde, as coisas não foram muito benéficas.
Em segundo lugar, faltando 15 dias pra entrega oficial da monografia, o carregador do notebook pifa. Com os materiais de pesquisa dentro dele.
Em terceiro lugar, (embora cronologicamente seja o primeiro), a total perda de confiança na isonomia e na credibilidade da universidade. Eu, que a detestava, passei a admirar. E agora, volto a detestar. E com conhecimento agora.
E em quarto lugar, a minha péssima escolha (quem que fica olhando calendário?? E eu lá sabia que ia ter tanto feriado na terça???) nas datas de orientação. Foram três feriados, que somados as minhas quatro faltas, me deram um prejuízo de sete orientações a menos.
E cabe um adendo quanto ao item da universidade. Simplesmente fica inviável trabalhar com alguém que você perde a confiança. Uma coisa é trabalhar com quem você nunca confiou desde o inicio: é chato, mas a gente consegue. Ruim mesmo é trabalhar ao lado de alguém que você confiava. Aí não tem santo que dê jeito.
Para os que esperavam algo, perdoem-me. Até os grandes gênios da humanidade falharam. Que o diga Thomas Edison, que fez diversas tentativas antes de chegar a um dos inventos mais importantes para o mundo atual: a lâmpada. E assim, como o grande gênio, que falhou muitas e muitas vezes antes de chegar ao seu ideal, eu também falhei.
Outro grande inventor, Nikolai Tesla, contemporâneo de Edison, chegou a perder uma valiosa bolsa de estudos, mas conseguiu retornar ao meio acadêmico, através de seu esforço como autodidata. E é inspirado em homens com essa gana, com essa vontade de construir o novo, que eu me despeço do meu atual projeto e já começando um novo projeto.
Obrigado aos que não acreditaram, pois, no fundo, sabem que sou capaz de algo maior e melhor. E aos que acreditaram, muito obrigado pela atenção e pelo carinho dispensados. Foi muito bom saber que tem gente disposta a correr o caminho com a gente.
Crendo persistentemente no Todo-Poderoso,
George Lemos.
Texto bíblico da semana: II Samuel 12: 19-23
Viu, porém, Davi que seus servos falavam baixo, e entendeu Davi que a criança estava morta, pelo que disse Davi a seus servos: Está morta a criança? E eles disseram: Está morta. Então Davi se levantou da terra, e se lavou, e se ungiu, e mudou de roupas, e entrou na casa do SENHOR, e adorou. Então foi à sua casa, e pediu pão; e lhe puseram pão, e comeu.E disseram-lhe seus servos: Que é isto que fizeste? Pela criança viva jejuaste e choraste; porém depois que morreu a criança te levantaste e comeste pão. E disse ele: Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se DEUS se compadecerá de mim, e viverá a criança? Porém, agora que está morta, porque jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim.