Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Sobre tipos de arraial.




Hoje pela manhã, estava eu olhando algumas páginas na internet, quando ouvi o som do rádio de lá da sala. Estava sintonizado em uma FM e o programa apresentaria a questão da proliferação dos "arraiá", nas igrejas evangélicas de Aracaju.

Eu até estava disposto a acompanhar o programa. Mas quando a defensora dos "arraiá" foi apresentar o que iria defender, fechei minha porta e voltei aos sites que lia antes. Não deu pra levar a sério o que ela disse: que o mundo tinha roubado o termo "arraial" e subvertido. E que o arraial é algo que vem de Deus.

Apesar da minha andarilhagem eclesiástica, tenho alguma base biblica pra não aceitar e nem engolir esse tipo de coisa. Especialmente pelas minhas passagens na infância pela Assembléia de Deus e pela Presbiteriana do Brasil, tive bons aprendizados nas EBD's existentes nas duas igrejas.

Foram passagens que marcaram minha infância e inicio de adolescência, quanto às práticas corretas de um cristão. E principalmente, quanto a um fator importante: não trazer práticas do mundo para a igreja. Que é o que está acontecendo em muitos arraiais, no sentido biblíco da questão.

Antes de continuar essa análise, devo aqui ser justo e ressaltar que cheguei a ouvir um trecho da apresentação da outra parte do debate, que, sabiamente, disse que festas do mundo não devem ser trazidas pra igreja, independentemente do pretexto a ser empregado. E foi esse sábio pastor que me inspirou a escrever esse texto.

A pastora que defendia a utilização de simbolos juninos como a fogueira no contexto dos festejos, conseguiu ser negativamente genial quanto ao significado do termo "arraial".  Faltou um pouco de conhecimento de interpretação do texto biblico, mais precisamente do Antigo Testamento.

Arraial necessariamente não reflete uma festança e sim, um agrupamento de pessoas, um povo. E um povo não vive só de festas.

Diga-se de passagem, a primeira co-relação entre os termos arraial e festa ( segundo a Almeida Corrigida Fiel ), de que se tem notícia na Biblia, é a de Êxodo 32, onde Moisés encontra o povo celebrando o bezerro de ouro. Ou seja, necessariamente um arraial em festa não quer dizer que a presença de Deus está no meio do povo. Mesmo sendo o povo escolhido, há vezes onde Deus se afasta das festas e das celebrações de Seu povo.

Por essência e natureza, o Criador é santo. Se, em algum momento, seu povo se afasta do alvo estabelecido por Ele, ele não compactuará com os erros, por melhores que sejam as intenções.

Os defensores da prática dos "arraiá", dizem trazer almas pra Jesus com tais eventos. Eu sou redator publicitário. E sei que tenho de usar técnicas pra convencer a quem está visualizando um anuncio feito por mim. Mas nem todas as técnicas são lícitas. Logo, trazer pessoas a Jesus por metódos estranhos é algo bem-intencionado. Mas contrário ao princípio biblico.

Já pensou se o apostólo Paulo resolvesse usar uma espécie de bacanal ou de uma saturnália como metódo evangelistico??? O exemplo é forte, mas coerente. Ora, para que usar algo que é "fogo estranho" pra ganhar almas, se temos a Palavra?

Nada tenho contra se você quiser comer uma boa pamonha ou um punhado de amendoim no dia de São João. Isso não é pecado, de forma alguma. O pecado está nos moldes da celebração e na celebração em si. É algo da tradição humana, que vai de encontro ao que a Palavra diz.

Eu não vou me prolongar no texto, por ser esse o meu limite de conhecimento sobre o assunto. E eu aprendi desde criança, que não se deve ir além do que se conhece.

Sinceramente, espero que o texto traga reflexão. E não confusão.


Crendo no Todo-Poderoso,

George Lemos


Dedicado ao amigo Eduardo Mano (http://www.eduardomano.net), lá do Rio, que, entre semelhanças e diferenças, defeitos e virtudes, tem sido um referencial neste momento.


Domingo, 5 de Julho de 2009

Sobre o mês de julho e dois estados brasileiros.


No mês de julho, dois estados do Nordeste brasileiro celebram datas importantes para a história de cada um deles. São os vizinhos: Sergipe e Bahia. Mas a natureza dos eventos é diferente. Ou pelo menos, não tão igual.

A Bahia celebra o 2 de Julho, data que os portugueses foram derrotados em definitivo. A Bahia era um dos ultimos redutos, onde os portugueses resistiam à Declaração de Independência de 1822. Durante pouco menos de um ano, aconteceram diversas batalhas de enfrentamento entre portugueses e baianos.

Surgem figuras como a Sóror Joana Angélica e Maria Quitéria, que dão ao 2 de Julho, um ar de revolução maior. Sangue é derramado nas ruas da capital baiana, muitos se juntam a causa e o desfecho já sabemos.

Mas, três anos antes, houve uma revolução. Ainda que menor em glória ou em destaque, sem grandes agitos e com menor derramento de sangue. Mas que igualmente venceu a tirania despótica. Tirania advinda do atual estado da Bahia.

Sergipe, no século 19, possuia uma economia independente do governo de Salvador. Com isso, não havia motivo para permanecer territorialmente aos dominios do estado vizinho. Sendo assim, o Rei de Portugal cria Sergipe del Rey, inicialmente vinculada aos poderes da Coroa Portuguesa.

Porém, o governo de Salvador não aceitou bem essa ideia, invadiu Sergipe e prendeu o recém-empossado Carlos Burlamaqui. Contudo, a Coroa Portuguesa reagiu e restaurou o desligamento territorial.

Talvez seja por isso, que cabe aos sergipanos, manter essa data viva. Não apenas como um feriado, mas como prova de que nós podemos ser independentes. Que não precisamos nos curvar ao "Grande Vizinho". Podemos ter boas relações sem sermos subjugados.

Pra mim, o 8 de Julho supera o 2 de Julho. É simples: lá era uma nação tentando reconquistar um território perdido. Aqui era a questão de afirmação de um povo que, mesmo sendo igual, era diferente. Mesmo sendo da mesma nação, tinha uma identidade a mostrar.

Por isso, clamo aos meus conterrâneos, que conheçam a história desse pequenino e ao mesmo tempo, gigante estado brasileiro. Nós temos uma bela história. E uma história que merece ser conhecida.

"Eis, Patricios Sergipanos,
Nossa dita singular,
Com doces e alegres cantos
Nós devemos festejar."

Hino do estado de Sergipe
Letra por Manoel Joaquim de O. Campos
Melodia por Frei José de Santa Cecília


Com esse trecho do hino do estado de Sergipe, eu me despeço. E viva o 8 de Julho!


Crendo sergipanamente no Todo-Poderoso,

George Lemos.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Sobre esquecimentos. E o mês de junho.





Que fiasco que eu sou. Estamos em 1º de julho e nada fiz pra comemorar os 3 anos do Projeto Editorial. Sinceramente, estou envergonhado. Mas foi um bom silencio. Um silêncio de exatos 31 dias.

Talvez tenha sido a melhor comemoração a se fazer. Nem me lembro mais quando foi a ultima vez que não escrevi no blog por 30 ou mais dias, mas foi importante pra por as ideias no lugar. Aconteceram muitas coisas pelo mundo afora, mudanças sem fim, mortes e mais mortes. De famosos e de anonimos.

E como nos primeiros posts, a politica fervilha como em 2007. Agora, o nome da vez é José Sarney, o imperador do Meio-Norte e da Provincia do Grão-Amapá. O homem intocado do Senado agora pode ter seus dias de ACM: morrer abraçado com o povo de suas "benfeitorias", enquanto seu nome fica apenas entre os imortais da ABL e lembrado como o homem da transição democrática. Em suma: vai virar um grupo de caracteres em livros de história.

Como eu nunca fui beneficiario direto de Uncle Sarney, passo adiante a questão.

Teve morte de artista ( não, não vou escrever o nome dele pra aparecer mais nas caixas de pesquisa. não mesmo) e de gente como eu e você, caro leitor. Gente que tinha medo de avião. E de gente que viajava quase todo dia. Aliás, morte é um tema que sempre ronda o Projeto Editorial.

Acho que é por sermos humanos e mortais. Sujeito a doenças, desastres e trágedias. E não por uma veia mórbida do autor dos textos. É que a morte faz parte da vida de cada humano que sobrevive e que vive sobre a Terra.

Eu também tive minhas tragédias pessoais nesse periodo. Mas tive alegrias também. E muitas, pra ser honesto. E foi preciso acontecer um grande problema, com desfecho desagradável, pra que todas essas coisas boas surgissem.

Aliás, a vida, por vezes é cíclica. É necessário perder pra ganhar. Nem sempre teremos todas as coisas ao mesmo tempo. Isso se chama renúncia. E renunciar, nos nossos dias, é algo muito difícil. Todos querem ganhar, mas ninguém quer ceder.

Sabe quando você reclama de uma empresa que começa a comprar as concorrentes, alegando monópolio? É o mesmo que você faz quando quer tudo pra si: agora é você, no papel de monopolizador, tentando todas as coisas boas da vida ao mesmo tempo.

Acredite: por pior que seja a dor da perda, há algo melhor pela frente. Fácil não é, mas precisamos deixar de ser "os garotinhos mimados de 4 anos", que querem todos os brinquedos pra si. Tem horas que vamos ter de dividir. Tem horas que teremos de ver nossos brinquedos irem pro caminhão do lixo, por não ter mais conserto nem serventia.

Aliás, isso me lembra as vezes que minha mãe jogava meus brinquedos quebrados fora. Primeiro, ela selecionava os que estavam em bom estado e colocava numa sacola pra dar a algum primo mais novo ( eu não tenho irmãos) . Depois vinham as peças dos brinquedos quebrados, sem conserto. E aí eu entrava em desespero. Eu sempre tinha mania de abrir brinquedos pra ver como funcionavam por dentro e depois saía criando historias com as peças desmontadas. Personagens mesmo.

Quando ela preparava essa segunda sacola, era uma luta. Definitivamente, era como se alguém tivesse enterrando um amigo ou um parente querido. Eu entrava em pânico, chutando paredes, corria atrás da sacola e não deixava ela jogar fora.

Eu cresci. Melhorei muito ( ok, ainda não sou perfeito. to buscando melhorar mais.), mas ainda lembro desse comportamento quase bizonho.

Mas veja: ainda tem pessoas que fazem com suas perdas, o que eu fiz com meus brinquedos na infância. Era algo importante para elas, mas não querem ceder. E quando são obrigadas a ceder, o fazem pela força das circunstâncias. Mas, em seu coração, ainda "não largou o osso".

E foi nesse mês de silêncio, quase um periodo sabático, que eu começei a aprender tudo isso.



Crendo no Todo-Poderoso,


George Lemos

----------------
Now playing: Brother Simion - Quem?
via FoxyTunes

Sábado, 30 de Maio de 2009

Sobre o aniversário do blog e outras coisas

Em junho, o Projeto Editorial faz aniversário.

E pra comemorar, estaremos fazendo algumas mudanças. Uma delas é a implantação definitiva de tarjas indicativas nos posts. Agora, cada post pertence a uma categoria e será sinalizado de acordo com sua categoria.

Apenas os novos posts receberão essa classificação e as tarjas. Ficaria trabalhoso fazer isso pra 61 posts, além de nem todos os antigos estarem adequados a essas novas categorias.

Algumas das novas categorias serão apresentadas hoje. Aqui estão elas:



Projeto Editorial notícias

É onde serão comentadas as notícias do dia ou da semana.

A igreja: hoje e sempre

Comentários e textos sobre o momento atual da igreja. Também com espaço para abordar a história da Igreja no decorrer dos séculos.

Futebolpaixão

O futebol sendo objeto de comentário, texto ou de desabafo. Quando puder, falando do meu time do coração: Grêmio Football Porto-Alegrense.

Pauta feminina

Por ter um público feminino presente nos comentários do Projeto Editorial, a gente abre espaço para sugestão de pauta por elas: as obras-primas da Criação Divina.




Durante o mês de junho, teremos outras novidades. Até lá, vamo levando o blog do jeito que dá.



Crendo no Todo-Poderoso,

George Lemos

Domingo, 24 de Maio de 2009

Sobre o fim de uma monografia.

George,

Estou preocupado com seu trabalho, pois somente enviou 18 páginas do mesmo.

Ao começar a ler percebi que a construção está totalmente equivocada, pois você está fazendo um texto criticando as academias pela não formação na área typográfica. o que não é objeto de estudo do trabalho, falta muita citação para referendar o que está colocando, ficando parecendo construção sua e muito do texto está pessoal e deve ser impessoal.

Nesta condição aviso que o trabalho enviado e que só foi visto neste último envio não está apto para ir a Banca.

O mesmo não está finalizado e não tem concistência para ser avaliado em uma banca.

Na segunda estarei passando para a coordenação tomar as providências necessárias sobre o caso.

 
 

Atenciosamente,

 
 

-----------------------------------------------------

Prof. Alexandre Chagas


 


 

Após o recebimento desse email, encerro a minha tentativa de monografia. Foram meses de pressão, cobrança e de saúde debilitada (tanto a saúde física como a mental), nos quais fui prejudicado pela péssima composição do calendário acadêmico. Mas, assim como em um campeonato onde todos os times assinam o regulamento antes do inicio, eu concordei com as regras. Sendo assim, fica aqui apenas o registro do erro por parte da universidade.

Quem assina e não lê, acaba perdendo voz na hora de reclamar, ainda que a reclamação seja justa. E esse foi o meu caso. Outros alunos, em menor grau, foram prejudicados. Mas, caberá a cada um deles utilizar-se das vias corretas para tratar do assunto.

Fui prejudicado na indicação do orientador-substituto, indicação essa, realizada em consenso entre a Assessoria Acadêmica do Curso e o orientador inicial. O processo se deu durante a festa de carnaval. Aliás, outra questão a ser levantada: as orientações começaram no dia 20 de fevereiro. E o anúncio da impossibilidade do orientador inicial só se deu no dia 3 de março, em pleno dia de orientação (falarei mais a frente sobre a minha péssima escolha do dia).

Daí, eu já parti com uma orientação a menos, já que teria de entrar em contato com o novo orientador. Acertados os tramites, acertei uma conversa para apresentar sobre o que trataria o projeto na terça seguinte. Ou seja, menos um dia de orientação. Em seguida, veio o feriado local de 17 de março ( fundação da cidade) e a primeira orientação saiu no dia 24. Pra quem não é bom de conta, 34 dias após o inicio das orientações.

O que me deixa realmente indignado não é a troca do orientador. Mas a falta de um comunicado oficial, por parte da coordenação. E de preferência, na quinta ou sexta após a folia de Momo. Tudo bem: de Gaulle já dizia que não somos um país sério. E não o somos mesmo. Pelo visto, o curso resolveu entrar na folia e não se lembrou de enviar um comunicado pedindo o pronto comparecimento na instituição, para escolha de um novo orientador.

Aliás, tenho de fazer um mea culpa: recebi uma informação "em off", que haveria troca de orientadores, na sexta-feira anterior a minha ida para a universidade. Mas, como a fonte não era oficial, desconsiderei a informação, por achar que a universidade cumpriria com o que foi acertado em reunião anterior, semanas antes do fato. Além do mais, preferi esperar que fosse enviado um comunicado, por parte da coordenação do curso, que emitisse a posição oficial da entidade.

Mas o comunicado não chegou.

Agora, vamos a minha parte no processo. Primeira falha: confiar em excesso na coordenação do curso. Falha elementar para todo o desenrolar do problema, que acabou por anular todas as possibilidades de reclamação e de demais ações complementares no decorrer do semestre. Ao confiar, pus em xeque, as minhas possibilidades de exigir o cumprimento integral do que foi acertado na segunda reunião de orientação geral, no mês de fevereiro.

Segunda falha: Não ter entregado o pré-projeto em janeiro, como fizeram alguns alunos, aos seus possíveis orientadores. Nesse caso, os tais alunos, acabaram se beneficiando dessa medida preventiva louvável, e assim, salvaram seus projetos de um calendário tresloucado, que "dava uma mão e arrancava os dois pés".

Terceira falha: Não ter cobrado um orientador-substituto com alguma noção do assunto. Simples: a universidade me envia um especialista em marketing e varejo. Eu tenho um projeto que fala de tipografia. Qual a medida a ser tomada? Temos duas opções: recusar apresentar o projeto (do qual eu me arrependo profundamente de não a ter tomado) ou só iniciar o projeto com um orientador com o mínimo de noção sobre o assunto que eu estava abordando. Não tomei nenhuma das duas e aqui estamos.

Quarta falha: Não ter documentado todo o erro no processo de seleção do novo orientador. E pior: no desespero, ter aceitado o que me foi oferecido. Em um projeto que pode decidir sua vida profissional, nunca se deve aceitar a primeira proposta, ainda que pareça a única.

Pra começar a finalização do texto, vamos às condicionais não-previstas que atrapalharam o processo:

Em primeiro lugar, a série de alergias no mês de março. Algumas coçavam tanto que, em alguns pontos, a pele ficou em carne-viva. Em seqüência, vieram as duas crises nervosas e o inicio do surgimento de abscessos e furúnculos nos meses de abril e maio. E com a suspensão do plano de saúde, as coisas não foram muito benéficas.

Em segundo lugar, faltando 15 dias pra entrega oficial da monografia, o carregador do notebook pifa. Com os materiais de pesquisa dentro dele.

Em terceiro lugar, (embora cronologicamente seja o primeiro), a total perda de confiança na isonomia e na credibilidade da universidade. Eu, que a detestava, passei a admirar. E agora, volto a detestar. E com conhecimento agora.

E em quarto lugar, a minha péssima escolha (quem que fica olhando calendário?? E eu lá sabia que ia ter tanto feriado na terça???) nas datas de orientação. Foram três feriados, que somados as minhas quatro faltas, me deram um prejuízo de sete orientações a menos.


 

E cabe um adendo quanto ao item da universidade. Simplesmente fica inviável trabalhar com alguém que você perde a confiança. Uma coisa é trabalhar com quem você nunca confiou desde o inicio: é chato, mas a gente consegue. Ruim mesmo é trabalhar ao lado de alguém que você confiava. Aí não tem santo que dê jeito.


 

Para os que esperavam algo, perdoem-me. Até os grandes gênios da humanidade falharam. Que o diga Thomas Edison, que fez diversas tentativas antes de chegar a um dos inventos mais importantes para o mundo atual: a lâmpada. E assim, como o grande gênio, que falhou muitas e muitas vezes antes de chegar ao seu ideal, eu também falhei.


 

Outro grande inventor, Nikolai Tesla, contemporâneo de Edison, chegou a perder uma valiosa bolsa de estudos, mas conseguiu retornar ao meio acadêmico, através de seu esforço como autodidata. E é inspirado em homens com essa gana, com essa vontade de construir o novo, que eu me despeço do meu atual projeto e já começando um novo projeto.


 

Obrigado aos que não acreditaram, pois, no fundo, sabem que sou capaz de algo maior e melhor. E aos que acreditaram, muito obrigado pela atenção e pelo carinho dispensados. Foi muito bom saber que tem gente disposta a correr o caminho com a gente.


 

Crendo persistentemente no Todo-Poderoso,


 

George Lemos.


 

Texto bíblico da semana: II Samuel 12: 19-23

Viu, porém, Davi que seus servos falavam baixo, e entendeu Davi que a criança estava morta, pelo que disse Davi a seus servos: Está morta a criança? E eles disseram: Está morta. Então Davi se levantou da terra, e se lavou, e se ungiu, e mudou de roupas, e entrou na casa do SENHOR, e adorou. Então foi à sua casa, e pediu pão; e lhe puseram pão, e comeu.E disseram-lhe seus servos: Que é isto que fizeste? Pela criança viva jejuaste e choraste; porém depois que morreu a criança te levantaste e comeste pão. E disse ele: Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se DEUS se compadecerá de mim, e viverá a criança? Porém, agora que está morta, porque jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim.

Sábado, 25 de Abril de 2009

Sobre mal-entendidos e reações desproporcionais - Post nº 60

Bom, desde que eu me entendo por gente, eu falo A e entendem B.

Eu já estou até me acostumando a isso. É típico de quem fala muito, ter uns probleminhas, seja por falar o que não que se quer ouvir, seja por falar o que não se devia...

E esse mês, não foi muito diferente. Tudo por causa de blogs, escritores famosos e uma lasquinha de precipitação. Afinal, quem nunca rebateu uma ofensa "na lata" e depois pensou que poderia ter esperado ou até mesmo, nem ter reagido, não é?

Comecemos pelo começo: blogs. E pelo meu mesmo, através desse lamentável ( não pela construção dele ou pelo que nele está escrito, mas pela celeuma que causou) post AQUI. Estava eu na minha tranquilidade costumeira, quando algumas horas depois [ madrugada seguinte, se não me falha a memória] eu fui inventar de passar no blog de um time que eu admiro muito: o Esporte Clube BAHIA. No caso, o blog oficial do clube : o BBMP .

Aí lá vai o bocó, digo, o sergipano ler texto do blog do Bahia. Achei uma criatura de lá que mora aqui. Era uma seção de depoimentos de torcedores fora do estado que hospeda o clube e esse camarada do depoimento tinha de ter uma irmã blogueira ... e estudante do curso de publicidade, na mesma universidade que eu. E como a irmã deixou o endereço nos comentários do blog...

E lá vai o bocoió, ver se tem algo que preste por lá. Até tinha. Mas aí, George, que ainda é humano e dá tiro em Trebuchet, tamanho 14, não engoliu bem a história da criaturinha de chamar aqueles que a hospedam ( em outros tempos, eu escreveria "aturam", mas tempos passados...) neste pequeno e esforçado estado de "PRÉ-HISTÓRICOS".

Se a criaturinha quisesse chamar a categoria dos rodoviários de "pré-histórica", vá lá. Dizer que todos os cobradores de onibus são grossos até me incomodaria, por ser uma generalização. Mas chamar mais de um milhão e 800 mil habitantes de um estado da federação de "pré-históricos", carregado num tom prepotente e pejorativo, virou ofensa pessoal.

E de cabeça ( bem) quente, veio um de meus melhores textos, em termos de construção e argumentação. Esse AQUI, onde tive a delicadeza de não por todos eles no mesmo balaio. Coisa que a "coisa", irmã do camarada lá, não teve. E a maioria deles, também não tem.

Pois bem, nessa história de bate-rebate, eu acabei perdendo algumas de minhas leitoras, que, assim como eu fiz no texto da "coisa", levaram o meu texto como algo pessoal. E não era. Ou NÃO deveria ser.

Mas, por mais desproporcional que fosse a minha reação, ela merecia registro. Afinal, foram ofendidos 75 municípios e mais de um milhão e meio de pessoas. É muita gente sendo ofendida em conjunto e de forma gratuita. Já pensou se eu chamo todo habitante de Salvador ( coloco a capital nesse angú, por ser mais próxima e ter o maior indice de "problemas" conosco) de pré-histórico? No minímo, algum movimento dessas OnG's iria tentar vincular a questão racial. SE bem que...isso me lembra aquele caso da Faculdade de Medicina da Bahia, onde o reitor diz que baiano toca berimbau por ter poucos neuronios.

Agora, imagine o leitor, que eu nunca cheguei a tais níveis de ofensa descritos no ultimo trecho do paragrafo anterior. E tomo uma marretada dessas. Qual a reação que eu tomaria, depois de ler o que li? Ir pro monte e repetir trezentas vezes uma meditação hindu? Acho que não.

Maaaas, como desgraça pouca é bobagem, George vai e inventa de criticar a moda de postar textos de autores famosos como Lispector, Jabor e Chaplin nos perfis do orkut. Resultado: ganho uma bela bronca e uma suposição ( beirando aos níveis da acusação indireta) de espionagem da vida alheia. Todo esse evento, proveniente de alguém provindo daquele estado ao sul de Sergipe.

Definitivamente, eu desisto desse povo ao sul de Sergipe. Sério mesmo.

Tudo bem que, nos dois casos, houve precipitação da minha parte. Mas dá pra pegar leve comigo também? Oras, quem quer chance, tem de dar chance ao outro. Quer ser compreendido? Compreenda então.

O que esse texto parece é mais uma lição de moral. O problema é que continuo insistindo em achar que é um pedido de desculpas.

No fim, fico com a melhor frase da noite, proferida pela Valentina, via msn:

"isso acontece com quem gosta de escrever e com quem gostar de arriscar"

( Tá aí uma atividade que dá dor de cabeça...)


Crendo continuamente no Todo-Poderoso,


George Lemos



P.S: Não usei o clichêzão : " nem Cristo, que era perfeito, agradou a todos. Quanto mais eu..." por achar que não cabia na construção do texto. Não é essa a intenção do texto.

P.S 2: A todos os ofendidos com as situações descritas acima, peço perdão. Esse texto foi o desabafo de quem estava muito mal com o que se passou. Tão mal, que precisava expor ao mundo.




Domingo, 19 de Abril de 2009

Sobre o PAC Blog


Post curtinho.

Só pra explicar isso aí em cima: o PAC Blog.

Como sabem, eu nao ganho grana com o meu querido e amado blog. Mas existe outra forma de me incentivar a continuar aqui. E essa forma é o seu comentário.

Se gostou de algum texto, pode comentar, seguindo as orientações da caixa de comentários. Usando o bom senso e querendo ajudar no crescimento e desenvolvimento do Projeto Editorial, é só passar na caixa de comentários e deixar seu recado.

Agradecido.

Crendo no Todo - Poderoso,

George Lemos.

Contador de Visitas

hit counter