A paquera e a mudança de casa.


Lá se vai quase um ano nessa paquera. E me convenceu a mudar de casa, ainda que não totalmente.




Pra quem leu acima, deve estar pensando que se trata de uma namorada. Mas não é: estou dando um "até breve" ao Blogger. Sim, eu estou dando um tempo no Projeto Editorial, como já fiz com o Byte Propaganda.

Já aproveito pra corrigir: o blog não está no quinto ano e sim no quarto ano de existência. Entraria no ano cinco em 2011.

Voltando ao texto de despedida, o Blogger não foi minha primeira experiência com blogs. Eu comecei com o serviço de blogs da Microsoft, em 2005. Depois criei um segundo blog também lá, de curta duração, em 2006.

Nesse mesmo ano, conheci o Blogger, mas só fui começar a encará-lo em 2007. E sou grato aos criadores e aos mantenedores do serviço, pois aqui pude me expressar melhor. Dividi, sempre que possível, minhas alegrias, minhas angústias e meus ideais.

Aqui me mostrei humano, contribui com pensamentos meus, cometi meus erros (gramaticais, ortográficos e outros de diversas naturezas) e consegui me apresentar ao mundo da web. Levei informação, diversão e temas variados aos meus "6 leitores e meio".

Aliás, mais uma vez agradeço a eles: os leitores. Não sei se tenho coragem de agradecer nominalmente, porque foi-se o tempo onde eu recordava nome e sobrenome das pessoas. Mas se eu não citar seu nome nas próximas linhas, saiba que sua importância não diminui: é a minha memória que não está saudável mesmo.

Quando pensei nesse texto de encerramento, me veio a mente quando a Viviane Costa (que eu não colocarei link, por ela mudar de conta e de blog, com uma certa frequência - hahaha!) decidiu encerrar o Embrulho no Estômago, blog que eu gostava muito. Pensei: "como se dá um tempo ou se encerra um blog, que foi seu companheiro durante uma certa temporada na vida?"

E eu digo que é uma sensação estranha parar ou diminuir a produção de algo que nos é útil, que nos ajudou a desafogar os mais diversos pensamentos. Como eu disse antes, nem eu sei se é definitivo, como eu fiz com o Byte, após uma tentativa de volta.

O que importa é tive alguns leitores bacanas que interagiram nesses quatro anos de produção. O "meio leitor" da expressão "seis leitores e meio", sou eu mesmo. Sim, eu tive coragem de ler as besteiras e informações úteis que escrevi. Mas sou meio autor, meio leitor: eu lia o que eu mesmo produzia. Por isso, eu apliquei esse conceito para este blog.

E o Tiago César, o Wesley Gonçalves, a Ellen Ventura, a Cristina Mesquita, o Felipe Silva e todos os demais, que comentaram aqui ou deram sua contribuição, foram importantes para o blog e para mim, durante o tempo que tudo isso aconteceu.


Muito obrigado. Mesmo.


Novo endereço: http://pt.scribd.com/georgelemos



O homem difícil

Começa a saga do homem difícil, quando ele descobre que sua vida é ruim por culpa dele mesmo. E somente ele pode reverter tal situação, ainda que conte com ajuda externa.


A vida do homem difícil é difícil por ele não acreditar no amor. Seja ele o amor entre pessoas ou para os animais, o amor que entrelaça duas pessoas no casamento ou o amor entre amigos que prometem nunca abandonar um ao outro. Ao pensamento do homem difícil, tamanha lealdade, dedicação ou seja lá o termo que se use, não cabe nas relações humanas.


O homem difícil não crê na humanidade. Não crê também no êxito, sucesso ou prosperidade. Pelo menos, não pelas vias legais e honestas. Se bem que, qualquer sensação positiva dá desgosto ao homem difícil.


Crer em amizade desinteressada e desmedida, para o homem difícil, é sinal de fraqueza. Ou de inocência, talvez. Para ele, todos estão corrompidos e não há quem se salve no meio humano.


A ele não cabe chamar amigos de amigos. São relações humanas, a serem descartadas com o tempo, onde suas necessidades são supridas. E como disse antes, ele não acredita no amor, de qualquer espécie. É amargo, desconfiado, auto depreciativo. Suplica pela morte pelo fato da vida lhe ser enfadonha.


Mas pretende não sofrer. Sofrimento é demasiado humano. Anseia pela morte silenciosa, isolada, sem gente por perto. Afinal, há risco de ter espaço para uma última emoção que seja. E esse risco ele não quer correr: a imagem vale mais, até na hora da morte.


O homem difícil impõe limites a si mesmo. Limites que excluem a felicidade, o amor, a fé e toda a espécie de sentimentos que o iguale a seus semelhantes, no quesito humanidade. Ele pode ser o centro das atenções, desde que isso não exija troca, intercâmbio ou reciprocidade de sentimentos.


Ele se sente seguro onde não há mudanças. Seu status quo reside na mesmice, no cotidiano de cartas marcadas e no fato de que não pode ceder, sob pena de perder poder sobre si mesmo e sua confortável situação. Toda mudança que o tira do centro do poder causa-lhe dor. E dor é sentimento. Logo, o homem difícil evita as mudanças, pois estas lhe trazem ao seu caráter humano.


O homem difícil não olha nos olhos de seus semelhantes. Nem nos olhos dos que diferem dele. É fraqueza demais se emocionar com uma música, uma risada ou uma cena de filme. Encarar o outro relembra-o de sua condição humana, o que deixa a situação desconfortável.


Ser humano o aflige. Por isso, se esquiva, mergulha nas desculpas como resposta e evita tudo que lhe seja demasiado humano. Talvez a dança seja um dos momentos sociais mais evitados pelo homem difícil: afinal, nela você se solta no ritmo da música. O perfeccionismo doentio não permite falhas, logo o medo de falhar o torna incapaz de aproveitar o momento.


O homem difícil pode estar perto de você. Ou ser você.



Relatório rapido de fim de ano



Como o ano se encerra em algumas horas, a partir do momento em que inicio a escrever esse texto, nada mais justo que eu monte minha retrospectiva do ano que se encerra. Como todos sabemos, essa retrospectiva deveria vir carregada de análises críticas e avaliações de teor negativo.


Mas há chance de bons comentários e do desenvolvimento da gratidão. Deixemos que o texto exerça sua própria e legítima defesa.


Primeiro, a perda de mais dois TCC's. Não pretendo me alongar no assunto, pois o meu blog contém todo o relato dos quatro ( os dois de 2009 + os dois de 2010), mas é bom agradecer pelas pessoas que deram o sangue pra que eles (principalmente o último) acontecessem. Mas não deu: eu já não tinha mais vontade nem saúde pra monografias.


Já que falamos em saúde, vamos ao momento da diabetes: primeiro ano completo de diagnosticado e lutando muito pra estabilizar. Não é fácil lidar com o proibido, ainda mais se está ligado a riscos de comprometimento geral e até de morte. Diabetes é uma doença traiçoeira e que, se não controlada, leva a um triste fim.


Confesso que é difícil, não pelos alimentos açucarados, mas pelas massas (pães, macarrão, etc.) que eu sempre gostei de fazer e de comer. Quanto aos doces, é engraçado pelo fato de que eu não gostava muito, exceto pelos biscoitos recheados. Já minha mãe e minha avó comem doces até terminarem empanturradas. Ainda bem que vão de bem de saúde!


O ano de 2010 também foi marcado por novas amizades, através das redes sociais existentes na Internet: gente que, na vida real, nunca puxaria assunto, se tornou companhia obrigatória. Por isso, apesar dos muitos problemas (e não é força de expressão), o ano teve seu lado bom.


Que venha 2011.



Quase um ano sabático.


O ano de 2010 não foi o melhor para este blog. O "Projeto Editorial" veio de um pico de 42 postagens em 2009, para um ano que não deve passar das 21 postagens ( o que equivale a 50% do total do ano anterior).

Confesso que não foi um ano tão bom quanto o esperado. Mas não foi tão ruim quanto podia ser. Contudo, o mesmo blog que cresceu em meio a uma crise de saúde fisica e emocional, teve sua produção reduzida: em dois meses do ano ( maio e setembro), não houve sequer texto disponível.

Houve uma queda da capacidade de construção de bons textos? Sim, isso aconteceu. Tanto a qualidade, quanto a qualidade dos textos caiu. Mas é preciso destacar outros fatores. Dentre eles, a concorrência com Twitter, Scribd e mais recentemente, Tumblr. Sem esquecer que eu passei a colaborar eventualmente com outros espaços como Plenário (faxaju.com.br) e Cotidiano (valterlima.blogspot.com).

Meu maior envolvimento nas questões políticas e as duas novas tentativas de conclusão de curso, também sugaram minha criatividade pra escrever aqui. Justo o espaço que foi criado para me ajudar a desenvolver meu texto para um livro. Livro esse que, altera projeto, muda projeto, está desde 1998 pra sair.

O nome do blog se dá justamente por esse livro, que jamais saiu do papel. Pior: teve suas diversas versões perdidas nas mudanças de casa. Mas o blog estava aqui pelos ultimos anos, servindo como diversão, escape e treinamento.

Porém, em 2010, não houve mais nenhuma seqüência de grandes textos por aqui. A fonte cessou e se recusa a voltar a jorrar. Sinceramente, não sei sequer o que fazer. Acho que a doença afetou minha capacidade criativa na escrita.

Enfim, acho que é isso.


Crendo no Todo-Poderoso,


George Lemos.


A utilidade do ser humano e a revolta contra o status quo

Todos os anos, sempre que posso, escrevo um texto sobre o meu aniversário.

Bom, hoje está sendo díficil. Só Jon Foreman (na verdade, as suas músicas) para me ajudar a escrever hoje.

Tudo que eu mais quero no dia de hoje é um bunker, cheio de suprimentos e uma distância admirável da humanidade. E meus remédios, porque eu não planejo suicídio a prestação: eu quero vida isolada, não morte isolada.

Não digo que "não aguento mais ver gente" , mas não aguento mais ter de interagir com gente.

Aliás, foi a pior coisa que a Universidade poderia ter feito comigo: me tornar uma pessoa acessível. Eu ia bem, sendo aquela pessoa quieta, de poucos amigos, que entrava e saía sem ser notado. Estava bem na minha bolha, mesmo com problemas aqui e ali. Mas era feliz lá.

Aí veio a tal socialização. E onde eu estava com a cabeça, ao escolher o curso de Publicidade? Não sei! Deve ter sido o impacto de não ter passado na Federal, algo que eu contava como certo.E quem lê esse blog, sabe que por um bom tempo, fui persona non grata na Universidade e no curso escolhido.

Mas o jogo mudou. E sabe-se lá como eu me tornei uma referência ( sabe-se lá do quê e pra quê). Suspeito que tenha a ver com o meu tempo de ghostwriter de trabalhos acadêmicos. O mais irônico é perder 3 TCC's, sendo um por inconsistência e inadequação às regras da ABNT: e o pior que não é mentira.

Enfim, pra todos os efeitos, eu não gosto das benesses do curso de comunicação. Quando eu entrei no curso, eu o fiz pela possibilidade de retorno financeiro rápido. Nunca fui um bom comunicador, mas sempre soube escrever bem.

Pensei comigo: "não deve ser dificil. Em quatro anos, pego o diploma e começo a trabalhar. Se não der certo, é só largar". Deu tudo errado. Acabei ficando.

Sinceramente, eu tentei trocar de curso, mas sempre aparecia um e dizia que eu tinha de ser persistente. Mas no fundo, nunca respeitei a minha vontade de largar o curso. Não devia importar se era o ultimo período, nem que isso seria um símbolo de fracasso.

Mas o fracasso maior foi não ter me respeitado e tomado a decisão que eu cria ser a correta. Ouvi amigos e familia. Agora, cá estou eu com dois anos perdidos da vida, quando eu podia ter feito algo que eu realmente gostasse.

Tanto pitaco e uma mente influenciável pelas palavras de gente otimista. É a combinação perfeita para um fracasso. Engraçado que, as pessoas que queriam que eu persistisse em concluir o curso, não estão aqui para pagar o prejuízo financeiro que eu tive.

Pois é, minha gente: eu fiz besteira em ouvir os amigos e a familia. Devia ter respeitado meus limites, cancelado a matrícula e buscado algo que eu tivesse gosto. Nem que fosse artesanato na feira.

Por aqui eu paro, antes que eu comece a disparar flechas sem rumo. E essas flechas, geralmente, atingem inocentes. Apenas fica o alerta que eu passo a comunicar qualquer sinal de desconforto, a partir de agora.


Crendo no Todo-Poderoso,

George Lemos.


O código.

AVISO:

Hoje, em virtude do lançamento do novo layout do blog, não postarei textos do Scribd.
Mesmo assim, o texto a seguir pode ir para lá, em breve. Obrigado pela preferência.



Dois meses sabáticos no blog não são comuns. E pela primeira vez, passei dois meses sem escrever no blog. Logo no ano que eu menos escrevi.

Mas, impulsionado pelos textos da Viviane Costa ( ou @costavivz , no Twitter), resolvi voltar. E pra falar de um código, que eu venho querendo revelar a um certo tempo. Não é código de banco, mas tem importância pra mim.

Nunca fui um sucesso entre as garotas, como os leitores assíduos (???) do blog o sabem. Mas eu tenho um código interessante nas conquistas. Ou seria curioso?

Bom, vamos a ele. Na verdade, é o que eu chamo de "selo da derrota" ou de "o derradeiro": sempre que eu tenho de disputar o coração de uma garota com outro cara e sinto que vou perder, simplesmente eu compro um presente pra ela e entrego.

É uma espécie de código interno, que determina o fim das minhas investidas. Quando eu faço isso, é hora de ir buscar outro alguém.

E... era só isso mesmo, gente. Nada de textos longos hoje.


Crendo no Todo-Poderoso

George Lemos




O país que não me inspira - Encerrando o ano 4 do Projeto Editorial